Receitas de sopas e caldos que ajudam a fortalecer a imunidade em crianças e adultos

Que tal oferecer opções saudáveis para os pequenos saborearem no frio?

Quem tem crianças em casa sabe que não é fácil encarar o inverno, já que, muitas vezes, as baixas temperaturas e o tempo seco são prejudiciais para a saúde dos pequenos. E nesse período algumas doenças.
podem surgir – como resfriado, sinusite e até mesmo bronquiolite.

A boa notícia é que algumas medidas simples podem ser tomadas para evitar essas enfermidades. Umidificar o ar, aplicar soro fisiológico no nariz, higienizar bem as mãos, certificar de que o filhote
está consumindo líquidos e também alimentos ricos em nutrientes são algumas delas.

Para que os baixinhos enfrentem a temporada de frio saudáveis, selecionamos sopas e caldos que ajudam no fortalecimento da imunidade. Abaixo você confere receitas elaboradas por nutricionistas do Empório da Papinha e do Pequeno Gourmet.

 

1. Sopa com pedacinhos de quinoa, frango e legumes

Recomendada a partir de 8 meses

Ingredientes:

– 1 xícara de café de quinoa
– 1 xícara de chá de filé de frango
– 1 xícara de chá de abóbora moranga ou cabotia
– 2 xícara de café de chuchu
– 1 colher de sopa de cebola
– 1 dente de alho picado ou massado
– 1 colher de café de óleo de girassol
– 800 ml de água

Modo de Preparo:

Descasque a abóbora e o chuchu tirando todas as sementes. Corte em cubos e reserve. Cozinhe o frango e depois desfie sem descartar o caldo. Reserve. Em uma panela coloque o óleo e refogue a cebola e o alho, adicione os legumes, o frango, a quinoa e a água reservada. Se necessário acrescente mais água. Deixe cozinhar por aproximadamente 20 minutos ou até que todos os legumes e a quinoa estejam cozidos. Bata no mixer ou se preferir amasse no garfo.

Rendimento: 5 unidades.

Benefícios da quinoa:

ela é riquíssima em proteína, que participa da construção do sistema imunológico e zinco e lisina, também responsáveis por fortalecer esse sistema.

Por Gislaine Donelli, nutricionista do Empório da Papinha.

2. Sopa de abóbora e sálvia

Recomendada a partir de 6 meses

Ingredientes:
– 4 xícaras de abóbora picada
– 1 cebola picada
– 1/2 xícara de raíz de salsão picada ou 1 talo de salsão picado
– 1 1/4 xícara de caldo de legumes
– Folhinhas de sálvia
– 2 colheres de sopa de azeite
– Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

Coloque o forno para pré-aquecer a 180º. Em uma assadeira acrescente a abóbora, metade da cebola e as folhinhas de sálvia. Regue tudo com uma colher de azeite. Cubra a assadeira com papel alumínio (com o lado brilhante para baixo) e leve ao forno por aproximadamente quinze minutos. Retire e reserve os legumes assados. Aqueça uma colher de azeite em uma panela funda, acrescente a cebola restante e a raiz de salsão. Refogue até as cebolas começarem a dourar. Junte os legumes assados e o caldo de legumes. Cozinhe por vinte minutos em fogo médio. Desligue o fogo e bata a sopa com o mixer ou no liquidificador. Tempere a gosto.

Dica: Se for servir como papinha, retire alguns pedacinhos de abóbora antes de bater. Amasse com o garfo e junte um pouquinho da sopa batida.

Rendimento: serve papai, mamãe e filhote.

Benefícios da abóbora: ela é uma boa fonte de vitaminas A, B e C, fibras, ferro, potássio, cálcio, silício e fósforo, além de também ter função antioxidante. Esse fruto previne anemias, auxilia no combate aos vermes e faz bem para a saúde do coração. As sementes – ricas em zinco – ajudam no desenvolvimento do sistema imunológico.

Por Fernanda Sacolletto, nutricionista e consultora do Pequeno Gourmet.

3. Caldinho de feijão

Recomendado a partir de 12 meses

Ingredientes:
– 2 xícaras de chá de feijão preto
– 2 folhas de louro
– 1 xícara de chá de cebola picada
– 1 dente de alho amassado ou picado
– 2 tomates sem sementes cortados em cubinhos
– 1 colher de sopa de salsinha
– 1 colher de sopa de óleo de girassol
– 2 litros de água

Modo de Preparo:
Em um refratário, coloque o feijão e cubra-o água. Reserve por 1 hora e escorra a água. Em uma panela de pressão acrescente o feijão, as folhas de louro e a água. Cozinhe por 20 minutos contando a partir do início da pressão. Retire a panela do fogo e aguarde sair todo o vapor. Verifique se os grãos estão todos cozidos e se necessário cozinhe por mais 5 minutos sem pressão. Descarte as folhas de louro. Deixe esfriar e depois bata no liquidificador até ficar um caldo homogêneo. Em uma panela refogue o alho e a cebola no óleo de girassol até dourar. Acrescente o tomate e a salsinha e refogue até murchar. Junte o feijão cozido e deixe ferver em fogo baixo por aproximadamente 5 minutos.

Rendimento: 5 porções.

Benefícios do feijão: ele é rico em zinco, um mineral responsável pela defesa do organismo, combate resfriados, gripes e outras doenças.

*Por Gislaine Donelli, nutricionista do Empório da Papinha.

4. Sopa de abóbora japonesa com couve

Recomendada a partir de 8 meses

Ingredientes:
– 3 xícaras de abóbora japonesa picada
– 1 xícara de cenoura picada
– 1 xícara de cebola picada
– 1 xícara de alho-poró picado
– 1/2 xícara de salsão picado
– 1/2 xícara de pimentão vermelho picado
– 2 dentes de alho espremidos
– 3 folhas de couve bem picadinha
– Talinhos de tomilho
– 1 colher de sobremesa de azeite de oliva
– 1 colher de sobremesa de manteiga sem sal
– 1 litro de água fervente
– Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Aqueça o azeite com a manteiga em uma panela grande. Acrescente a cebola, o salsão e o pimentão e refogue por três minutinhos. Junte o alho-poró e o alho espremido e deixe dourar. Adicione as folhinhas do tomilho, a cenoura e a abóbora. Mexa por dois minutos. Coloque a água fervente, abaixe o fogo e cozinhe por vinte e cinco minutos. Desligue o fogo. Espere amornar um pouco e bata a sopa no liquidificador ou com um mixer. Retorne à panela e acrescente a couve picadinha. Tempere com sal e pimenta a gosto. E se necessário aqueça mais um pouquinho!

Dica: Se for servir para bebês, separe alguns pedacinhos de legumes antes de bater para dar textura e deixe para temperar com sal e pimenta somente as porções dos adultos.

Rendimento: a receita serve 3 adultos e 1 criança.

Benefícios da couve: ela é rica em cálcio (que é essencial para os ossos e dentes), vitamina A (bom para a visão), fibras (que auxiliam no funcionamento intestinal e no controle dos níveis de colesterol) e vitamina C – poderoso antioxidante que ajuda no sistema imunológico.

Por Fernanda Sacolletto, nutricionista e consultora do Pequeno Gourmet.

5. Macarrão estrelinha com espinafre e tomate cereja


Recomendada a partir de 12 meses

Ingredientes:
– 2 xícaras de macarrão estrelinha
– ½ maço de espinafre
– 2 xícaras de tomate cereja
– 1 xícara de chá de cebola picada
– 2 dentes de alho amassados
– 1 colher de sopa de óleo de girassol

Modo de Preparo:
Lave bem o espinafre em água corrente e deixe de molho em um produto indicado para desinfecção por 10 minutos. Depois escorra a água e lave novamente. Piquei as folhas em pedacinho e reserve. Faça o mesmo com os tomates. Em uma panela coloque a água para ferver com uma pitada de sal e depois adicione o macarrão. Em uma frigideira adicione o óleo, a cebola, os tomates e alho para refogar. Depois de dourados acrescente os espinafres e deixe cozinhar até murchar. Enquanto cozinha, escorra o macarrão e jogue na frigideira. Mexa bem até misturar todos os ingredientes.

Rendimento: 4 porções.

Benefícios do espinafre: ele é rico em ácido fólico e vitamina B9, que auxiliam na formação dos glóbulos brancos, principais mecanismos de defesa do nosso corpo.

*Por Gislaine Donelli, nutricionista do Empório da Papinha.

6. Sopa de Cenoura com carne

Recomendada a partir de 12 meses

Ingredientes:
– 1 xícara de chá de patinho
– 2 xícaras de chá de cenoura picada
– 2 xícaras de café de cebola
– 2 dentes de alho massados
– 1 colher de sopa de óleo de girassol
– 1 colher de sobremesa de salsinha

Modo de Preparo:
Corte o patinho em cubinhos bem pequenos. Em uma panela de pressão cozinhe a carne até ficar molinha. Reserve. Em outra panela cozinhe a cenoura por 20 minutos ou até ficar bem macia. Bata a cenoura no liquidificador com um pouco de água. Reserve. Refogue a cebola e o alho no óleo de girassol até dourar, adicione a carne e a salsinha e deixe refogar, junte a cenoura e deixe ferver.

Rendimento: 4 unidades.

Benefícios da cenoura: ela é rica em vitamina A, que atua na manutenção das membranas mucosas e do sistema imunológico, evitando infecções e gripe.

*Por Gislaine Donelli, nutricionista do Empório da Papinha.

Fonte: https://bebe.abril.com.br/alimentacao-infantil/

Imagens: Thinkstock/Getty Images

 

 

5 receitas gostosas e saudáveis para bebês e crianças pequenas

Cansado de oferecer a mesma comida para os pequenos? Veja opções  para bebês em fase de introdução alimentar!

Os dois primeiros anos de vida são um período único para estimular o paladar da criança e desenvolver hábitos alimentares saudáveis. Nessa fase, a criança está começando a se relacionar com a comida, portanto é hora de apresentar diversos ingredientes e incentivar o consumo de vegetais.

Passada a etapa inicial de introdução alimentar, que se estende dos seis meses até por volta do primeiro aniversário, quando o ideal é apresentar os alimentos separados, o bebê já está pronto para comer receitas mais elaboradas, semelhantes às dos adultos.

Pensando nisso, separei abaixo algumas receitas especiais para os pequenos. Todas podem ser feitas para bebês com um ano de idade ou até um pouco menos, dependendo do estágio da introdução que eles se encontram.

1. Papinha de carne, batata e abóbora

Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo
½ cebola picada
1 dente de alho pequeno
2 colheres de sopa de carne moída
1 batata pequena cortada em cubos
1 inhame pequeno cortado em cubos
2 colheres de sopa de abóbora cortada em cubos

Modo de preparo:

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola, o alho e a carne moída. Em seguida, acrescente a batata, o inhame e abóbora. Cubra com água, tampe a panela e cozinhe até que todos ingredientes estejam macios e com um pouco de caldo. Depois de pronto, amasse tudo grosseiramente com o garfo e sirva.

2. Bolinho de arroz e feijão

Ingredientes

Arroz e feijão cozidos e Azeite

Modo de preparo:

Cozinhe arroz e o feijão com os temperos de preferência. Junte uma colher de sopa de arroz e uma de feijão sem o caldo, amasse levemente e faça uma bolinha. Em seguida, unte uma forma com azeite e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por aproximadamente 5 a 10 minutos

3. Omelete com tomate e cenoura

Ingredientes:

1 ovo grande
2 colheres de sopa de cenoura ralada
2 colheres de tomate bem picado

Modo de preparo:

Bata o ovo, adicione a cenoura o tomate e tempere à gosto. Coloque um fio de azeite em uma frigideira quente, despeje a massa e deixe até dourar.

4. Bolinho de milho

Ingredientes

1 espiga de milho
1/2 cebola pequena
1 dente de alho
Temperinhos à gosto

Modo de preparo:

Bata no mixer um pouco mais da metade do milho e restante dos ingredientes. Adicione o restante do milho e misture. Coloque pequenas porções da massa em uma frigideira antiaderente e deixe dourar dos dois lados.

5. Crepioca de cenoura

Ingredientes

1 ovo
1 cenoura pequena cozida e amassada
1 colher de sopa de massa de tapioca
Orégano a gosto
Azeite

Modo de preparo

Em um recipiente, misture bem com um garfo ou fouet o ovo, a cenoura amassada, a tapioca e o orégano. Em uma frigideira antiaderente, coloque a massa e deixe dourar os 2 lados.

Fonte: https://bebe.abril.com.br/

5 principais preocupações dos pais de bebês nascidos na pandemia

Meu filho terá problemas de socialização? Minha saúde mental pode afetá-lo? Veja essas e outras questões que mais tiram o sono dos pais nesta quarentena, respondidas por pediatras

A pandemia do novo coronavírus afetou a rotina de todos nós: mães, pais e crianças, impedidos de sair, ver amigos e familiares, trabalhando e estudando de casa. Um cenário desafiador, para dizer o mínimo. Mas como será que as famílias com bebês nascidos durante o isolamento estão lidando com todas essas questões, somadas ao período já conturbado do pós-parto?

CRESCER perguntou aos leitores, pelas redes sociais, quais são as maiores preocupações com relação aos bebês que nasceram em meio à pandemia. Ouvimos três pediatras para responder sobre as 5 questões mais frequentes em nossa enquete. Veja o que eles disseram:

1) Socialização do bebê

Muitos pais demonstram preocupação com relação à capacidade de socialização dos bebês, impedidos neste momento de conviver com outros adultos. Isso pode ser um problema?

Segundo a pediatra Lílian Cristina Moreira, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e médica da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, essa não deve ser uma preocupação neste momento. “A criança só precisa de um ou dois adultos que sejam referência em termos de formação de vínculo afetivo nos primeiros meses de vida, e no primeiro e segundo anos de vida. Tendo um bom vínculo com a mãe e com o pai, ou a mãe e outro adulto cuidador, está perfeito, não haverá nenhum prejuízo”, explica.

Ainda assim, é esperado que, ao retomar o convívio com outros adultos, as crianças apresentem comportamento de estranhamento e medo. “Com paciência e brincadeiras isso tende a durar pouco tempo”, afirma Eliane Nakata, coordenadora da pediatria do São Cristóvão Saúde.

2) Desenvolvimento sensorial

Sem poder sair de casa, ou seja, com estímulos externos restritos e longe da natureza, os bebês podem ter ser desenvolvimento sensorial afetado? Os especialistas ouvir pela CRESCER acreditam que, apesar de esse ser um fator importante para a criança, é possível estimular os cinco sentidos do seu bebê com elementos naturais, ainda que seja em casa.

“O contato com vasos de planta já trazem um pouco da natureza para dentro. Além disso, experimentar legumes e frutas, brincar com água, tomar sol na janela, ouvir música, qualquer experiência enriquece o repertório cognitivo e sensorial do bebê. O bebê não pára nunca de aprender e tem uma capacidade de adaptação impressionante”, explica a psicóloga Camila Bassi Peschanski, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo.

3) Falta da rede de apoio

Com as visitas restritas, muitas famílias estão sem rede de apoio. E aí, um período que é bastante complicado – os primeiros dias e meses de um bebê em casa – pode se tornar ainda mais desafiador.

Para diminuir os riscos de contágio do bebê, não é recomendado receber pessoas de fora do núcleo familiar, exceto se uma avó, por exemplo, puder morar um tempo com a família, tendo também respeitado a quarentena no período anterior. “Essa talvez seja a questão mais complexa neste momento. Minha sugestão é que os pais contem com o apoio virtual de familiares e da pediatra, com orientações, e mantenham o foco sobre a conexão com o bebê. Afeto, carinho e presença são as coisas mais importantes. E coragem e força, para todos nós, para atravessarmos esse momento”, diz Dra Lílian.

“Ligar para amigos e familiares e compartilhar as experiências e sentimentos traz um alívio e um apoio fundamental para se fortalecer emocionalmente em tempos difíceis. Existe também a opção de procurar uma ajuda profissional e fazer atendimentos online com uma psicóloga por exemplo”, afirma a psicóloga Camila.

4) A saúde mental dos pais

Pais e mães sobrecarregados, estressados e sem disposição podem afetar os bebês? Sim, podem. Ao nascer, a conexão entre os bebês e os sentimentos de seus pais, principalmente da sua mãe, é muito intensa. Por isso, a sugestão é tentar manter a calma e a tranquilidade, na medida do possível, para que as emoções absorvidas pelo bebê sejam positivas.

“É compreensível estar estressado e sobrecarregado em tempos de pandemia, mas é preciso conseguir se distanciar desse estresse quando se interage com o bebê para lhe passar segurança e tranquilidade com afeto, sem contaminá-lo com a tensão do adulto. Quando se está com o bebê é preciso estar inteiro pois ele é muito sensível ao estado emocional do adulto. Às vezes, o bebê pode ficar inquieto, com o sono agitado ou com alguma recusa alimentar, o que na realidade pode ser reflexo de uma dinâmica familiar conturbada que desorganiza o bebê”, explica Camila Peschanski.

Dra Eliane Nakata alerta ainda que o estado mental da mãe reflete na produção de leite, por isso a importância de se manter tranquila nesta fase.

5) A rotina com os irmãos

Sem escola, pais que têm dois ou mais filhos se vêem sem conseguir dedicar um tempo exclusivo ao bebê recém-chegado. O que fazer? Segundo a pediatra Lílian Moreira, ter um irmão nesta pandemia está longe de ser um problema. “A interação entre os irmãos já será muito interessante. Independente da diferença de idade entre eles. É alguém para brincar, interagir, abraçar, é muito positivo neste momento. Se não é possível um tempo exclusivo, fomente atividades em conjunto no dia a dia. Isso será de grande valia para todos os lados”

Essa também é a opinião da pediatra Eliane Nakata. “Vamos ver pelo lado positivo. A falta de atenção plena pode dar ao bebê ganhos no desenvolvimento, como autonomia em algumas atividades e o brincar sozinho. Claro que não podemos descuidar da segurança do ambiente. Por isso é importante que a família tenha uma rotina e integre o bebê a ela para que o cuidado seja facilitado”, completa.

Fonte: https://revistacrescer.globo.com/

CORONAVÍRUS: O sono da criança em época de confinamento

Desde o surto de Covid-19, em dezembro de 2019, e suas consequências sociais do confinamento em massa em residências, uma situação estressante se desenvolveu para inúmeras pessoas e em todo o mundo.

As famílias foram e estão sendo forçadas a ficar em casa, assim como trabalhar, estudar em casa com as crianças, minimizar drasticamente as saídas, reduzir a interação social ou trabalhar muito mais horas em circunstâncias estressantes e, paralelamente, gerenciar os riscos à saúde. Estes dados podem ter um impacto importante no funcionamento diário e no sono noturno, não somente para os pais e cuidadores, mas também para as crianças.

A pressão do sono – o impulso homeostático para dormir – é a chave para dormir bem. O ritmo circadiano nos mantém acordados durante o dia e nos deixa sonolentos à noite. O ritmo circadiano é governado pela luz do dia, mas outros fatores, como refeições e exercícios, também o afetam. A exposição à luz afeta a liberação de melatonina, um hormônio que desempenha um papel fundamental na indução da sonolência. A exposição à luz intensa durante o dia proporciona um maior aumento de melatonina durante a noite.

Os níveis de atividade durante o dia também afetam o sono na noite seguinte. Baixos níveis de atividade (como por exemplo, depressão ou confinamento) afetam negativamente o sono, assim como níveis muito altos de atividade (por exemplo, devido ao estresse ou sobrecarga de trabalho). A atividade física durante o dia (mas não tarde da noite) melhora a qualidade do sono (Potter et al., 2016).

Problemas de sono relacionados ao estresse são comuns e aqueles sensíveis à interrupção do sono relacionados ao estresse têm uma maior probabilidade de desenvolver insônia crônica (Gouin et al;, 2015).

O atual período de confinamento social pode ser particularmente estressante para mães ou outros cuidadores que precisam gerenciar cuidados com as crianças, além de cuidar dos assuntos domésticos e do trabalho. Enquanto muitos pais compartilham responsabilidades de cuidados infantis e domésticos, na maioria das famílias essas tarefas ainda são predominantemente gerenciadas pelas mães (Offer e Schneider, 2011).

O sono saudável pode ser um fator de proteção essencial para lidar positivamente com esses desafios, muito embora a oportunidade adequada de dormir possa ser afetada pelo aumento da pressão do tempo no trabalho, assistência infantil e necessidades domésticas.

O sono das crianças também deve ser uma prioridade para as famílias nesse período. O sono é um fator importante que regula o comportamento e as emoções (Simon et al., 2015). Os dados mostram que o cuidado com o sono das crianças pode ser gerenciado de forma eficaz, se envolvido pelos pais de forma igualitária. Embora pareça lógico atender às demandas das crianças para permanecer com elas durante a noite, em situações estressantes, o sono compartilhado, ou seja, na mesma cama, demonstrou ter um efeito negativo na qualidade do sono e nos níveis de estresse de crianças e pais (Teti et al., 2016).

É provável que esse período complicado de isolamento seja particularmente desafiador, não somente para as crianças como para os adolescentes, e possa afetar negativamente sua capacidade de regular com êxito tanto seu comportamento quanto suas emoções, habilidades que podem proteger a saúde mental direta ou indiretamente, através da promoção ou inibição de atitudes positivas.

As recomendações da Força-Tarefa da Academia Europeia para Terapia Cognitiva Comportamental para Insônia (Altena et al., 2020), para pais e crianças, no contexto familiar, são:

1: Mantenha horários regulares de sono para seu filho (os); selecione o melhor horário para ele (s) e mantenha-os em um mesmo padrão;

2: Faça dos últimos 30 minutos antes de dormir uma rotina regular que inclua atividades tranquilas; escolha atividades que não só a criança goste, mas que o cuidador ou os pais também gostem. Um pai feliz por estar com ele é o que a criança mais gosta. Mantenha a ordem e a duração das atividades semelhantes a cada noite;

3: Enquanto estiver usando computador, smartphones e assistindo à TV mais do que o normal (o que pode ser inevitável em confinamento), evite dispositivos tecnológicos após o jantar ou muito perto da hora de dormir;

4: Não permita que seus filhos usem smartphones, tablets ou TV na cama;

5: Caso o espaço da sua casa permitir, tente evitar que as crianças usem a cama para outras atividades além de dormir (por exemplo, comer, brincar, fazer lição de casa) ou faça uma distinção clara entre o uso diurno da cama e o uso noturno da cama (por exemplo, trocando uma capa, o lençol para dormir e colocar travesseiros;

6: Caso a criança possa sair, é melhor sair de manhã e tomar o café da manhã em um local com luz brilhante, se possível em um jardim ou varanda;

7: Caso não possa sair, o cuidador/pais deve (m) cuidar da atividade física da criança. Programas online para esportes em casa com crianças foram criados em muitos países e poderão ser muito úteis;

8: Mantenha o quarto da criança confortável (temperatura adequada e pouca luz à noite);

9: Tranquilize as crianças informando que seguir os horários e rotinas as ajudarão a dormir bem e a lidar com suas emoções;

10: No caso de despertares ansiosos, tranquilize as crianças durante a noite;

11: Não durma na mesma cama que a criança, mas garanta que estará por perto.

 

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Referências:

Potter, G. D., Skene, D. J., Arendt, J., Cade, J. E., Grant, P. J. and Hardie, L. J. Circadian Rhythm and Sleep Disruption: Causes, Metabolic Consequences, and Countermeasures. Endocr Rev, 2016, 37: 584-608.

Gouin, J. P., Wenzel, K., Boucetta, S., O’byrne, J., Salimi, A. and Dang-Vu, T. T. High frequency heart rate variability during worry predicts stress-related increases in sleep disturbances. Sleep Med, 2015, 16: 659-64.

Offer, S. and Schneider, B. Revisiting the gender gap in time-use patterns: multitasking and well-being among mothers and fathers in dual-earner families. Americal Sociological Review, 2011, 76: 809-33.

Simon, E. B., Oren, N., Sharon, H. et al. Losing Neutrality: The Neural Basis of Impaired Emotional Control without Sleep. J Neurosci, 2015, 35: 13194-205.

Teti D.M., Shimizu, M. Crosby, B. and Kim, B. R. Sleep arrangements, parent-infant sleep during the first year, and family functioning. Dev Psychol, 2016, 52: 1169-81

Altena E, Baglioni C, EspieCA, Ellis J, Gavriloff D, Holzinger B, Schlarb A, Frase L, Jernelov S, Riemann D. Dealing with sleep problems during home confinement due to the COVID-19 outbreak: practical recommendations from a task force of the European CBT-I Academy. J Sleep Res. 2020 Apr 4. doi: 10.1111/jsr.13052. [Epub ahead of print]

 

Fonte: https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/coronavirus-o-sono-da-crianca-em-epoca-de-confinamento/

Diabetes infantil: o que é, sintomas, causas e tratamento.

A diabetes infantil, ou DM infantil, é uma condição caracteriza pela grande concentração de glicose circulante no sangue, o que resulta em aumento da sede e da vontade de urinar, além de aumento da fome, por exemplo.

A diabetes do tipo 1 é a mais comum em crianças e acontece devido à destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, que é o hormônio responsável por transportar o açúcar para dentro das células e evitar que se acumule no sangue. Esse tipo de diabetes infantil não tem cura, apenas controle, que é feito, principalmente, com uso de insulina, conforme orientação do pediatra.

Apesar da diabetes do tipo 1 ser mais frequente, crianças que possuem hábitos de vida pouco saudáveis podem desenvolver a diabetes do tipo 2, que pode ser revertida numa fase inicial por meio da adoção de hábitos saudáveis como uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas.

Principais sintomas

Os principais sintomas indicativos de diabetes infantil são:

  • Aumento da fome;
  • Sensação constante de sede;
  • Boca seca;
  • Aumento da vontade de urina, mesmo durante a noite;
  • Visão embaçada;
  • Cansaço excessivo;
  • Sonolência;
  • Falta de vontade para brincar;
  • Náuseas e vômitos;
  • Perda de peso;
  • Infecções recorrentes;
  • Irritabilidade e mudanças de humor;
  • Dificuldade para compreender e aprender.

Quando a criança apresenta alguns destes sintomas é recomendado que os pais consultem o pediatra para que seja feito o diagnóstico e o tratamento possa ser iniciado, caso seja necessário. Veja como mais sobre como identificar os primeiros sinais de diabetes em crianças.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da diabetes infantil é feito por meio de exame de sangue em jejum para verificar os níveis de glicose circulantes no sangue. O valor normal da glicose em jejum no sangue é até 99 mg/ dL, assim, valores superiores podem ser indicativos de diabetes, devendo o médico solicitar outros exames para confirmação da diabetes.

O que causa a diabetes infantil

O tipo mais comum de diabetes na infância é a diabetes do tipo 1, que tem causa genética, ou seja, a criança já nasce com essa condição. Nesse tipo de diabetes, as próprias células do corpo destroem as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, o que faz com que a glicose permaneça em elevadas concentrações no sangue. Apesar de ter causa genética, a alimentação e a falta de atividades físicas também pode aumentar ainda mais a quantidade de glicose no sangue e, assim, piorar os sintomas.

No caso da diabetes infantil do tipo 2, a principal causa é a alimentação desequilibrada e rica em doces, massas, frituras e refrigerantes, além da falta de atividades físicas.

Tratamento

No caso da confirmação da diabetes infantil, é importante que os pais incentivem hábitos mais saudáveis nas crianças, como a prática de atividade física e alimentação mais saudável e equilibrada. É importante que a criança seja encaminhada para um nutricionista, que irá realizar uma avaliação completa e irá indicar uma alimentação mais adequada para a criança de acordo com a idade e peso, tipo de diabetes e tratamento que está sendo feito.

A alimentação para diabetes infantil deve ser dividida em 6 refeições durante o dia e deve estar equilibrada em proteínas, carboidratos e gorduras, evitando alimentos ricos em açúcar. Uma estratégia para fazer a criança comer direito e seguir a dieta, é a família também fazer o mesmo tipo de dieta, pois assim diminui a vontade da criança de comer outras coisas e facilita o tratamento e controle dos níveis de glicose no sangue.

No caso da diabetes infantil do tipo 1, é recomendado, além da alimentação saudável e prática de exercícios, o uso de injeções de insulina diariamente, que deve ser feita conforme a orientação do pediatra. É importante também monitorar os níveis de glicose no sangue da criança antes e após a refeição, pois caso haja qualquer alteração é necessário ir ao pediatra para que sejam evitadas complicações

Fonte: https://www.tuasaude.com/diabetes-infantil

As consequências da pandemia nas nossas crianças

O que a pandemia roubou de nossas crianças?

O que a doença poupou as crianças em relação aos sintomas mais severos, afetou sua saúde mental e emocional. O estresse e ansiedade são muito reais, eu sei! Esta é uma crise universal e, para algumas crianças, o impacto será para toda a vida.

As consequências do isolamento se estendem em vários aspectos, como:
  • Dependência excessiva dos pais;
  • Desatenção;
  • Preocupação;
  • Problemas de sono (devido a alteração da rotina);
  • Falta de vitaminas e nutrientes;
  • Baixa imunidade;
  • Falta de apetite;
  • Pesadelos;
  • Desconforto e agitação;
  • Estresse e ansiedade excessiva.

Pense dessa forma: 34% da população de 0 a 3 anos frequentava a creche, e 93% das crianças de 4 a 5 anos frequentavam a pré-escola antes da pandemia (dados retirados de: Repercussões da Pandemia de COVID-19 no Desenvolvimento Infantil). Com essa paralisação, a educação também foi afetada.

 

Ainda que muitos colégios tenham estabelecido o ensino à distância (EAD), nem todas as famílias têm condições de acesso a essa modalidade de ensino. Algumas crianças, as mais novas principalmente, tem capacidade de ficar muito tempo em frente a uma tela para realizar atividades didáticas. Muitos estão na idade de aprender a escrever e ler, e seu aprendizado pode sim ser afetado pela situação.

 

Por isso é essencial que os pais estimulem, incentivem e participem nesse momento crucial, e também é por isso que as crianças estão mais dependentes dos pais. Ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento da afetividade e da inteligência, as crianças se guiam pelas experiências, pelo que podem ver, ouvir, tocar, cheirar, imaginar, imitar, dizer e brincar, e no momento praticamente toda sua base são os pais em casa.

 

E se os pais estiverem estressados? Ansiosos com a situação? Com problemas financeiros e sem conseguir administrar as tarefas? Sem tempo para brincar com o filho? Como fica a criança em casa, longe dos amiguinhos, dos outros familiares ou responsáveis? Os dois pólos – a avaliação da situação e os recursos para enfrentá-la – são muito difíceis para uma criança pequena, sobretudo se os seus pais não puderem ajudar.

 

E falando em problemas financeiros, a pandemia diminuiu a renda de milhares de famílias, deixando certa 5,4 milhões de crianças de 0 a 6 anos (29% do total) vivendo em condições de pobreza. Esse aspecto envolve tantos outros, como alimentação, moradia, condições sanitárias, educação e até mesmo atendimento médico se necessário.

 

Todas as consequências somadas, tanto externas quanto internas, psicológicas e emocionais, causam nas crianças experiências negativas em seu período de maior desenvolvimento cognitivo e mental, e estudos mostram que crianças que vivenciam adversidades no início da vida correm maior risco de problemas de saúde mental no futuro. Aumentam os riscos de depressão futura, de distúrbios e problemas comportamentais.

 

E com tudo isso vem aquela culpa materna, aquela sensação de “o que eu poderia estar fazendo para evitar tantas coisas negativas para meu filho?”, e não existe um passo a passo que vá ajudar todas as famílias. Cada situação é muito única, cada família sabe o que está passando por aí, mas também garanto que a presença de pais afetuosos e solidários nesse momento fará TODA a diferença. Vou trazer um post só sobre isso, mamães e papais. Nem tudo está perdido, viu? Estamos juntos nessa luta diária até tudo melhorar.

 

Confira mais dados em órgãos oficiais de saúde:

  • https://theconversation.com/the-long-term-biological-effects-of-covid-19-stress-on-kids-future-health-and-development-140533
  • https://data.unicef.org/topic/covid-19-and-children/
  • Artigo: WORKING PAPER – Repercussões da Pandemia de COVID-19 no Desenvolvimento Infantil
  • Artigo: Impact of COVID-19 on children: Special focus on psychosocial aspect

Fonte: https://pediatriadescomplicada.com.br/